Cartas ao director
PÚBLICO - muitos parabéns!
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Hoje em dia já “ninguém dá nada a alguém”. Mas tu, PÚBLICO de eleição, do alto dos teus sensatos 30 anos, foste muito para além do adágio, brindando-nos com a tua gratuita edição. E nós, modestos “escritoleitores” da tua e nossa palavra escrita, honrados ficamos quando nos dás voz na secção Cartas ao Director. Parabéns, pois, ao jornal que ao longo de 30 anos tem engrandecido e honrado com os melhores pergaminhos a nossa comunicação social escrita.
José Amaral, Vila Nova de Gaia
PÚBLICO, 30 anos
Uma edição muito interessante nos 30 anos do PÚBLICO, o melhor jornal diário que temos há 30 anos no nosso país. Um Editorial da respectiva direcção, muito oportuno; dois artigos muito interessantes de Nuno Pacheco e Carlos Fiolhais; o director convidado, Afonso Reis Cabral, o escritor premiado com 30 anos, num suplemento a comemorar o aniversário do jornal. Muito bons estes 30 anos com o PÚBLICO, sempre, e mais 30 anos pela frente, acontecerão de PÚBLICO. Muitos já cá não estaremos, mas o PÚBLICO, ficará.
Augusto Küttner de Magalhães, Porto
5 de Março de 1990
Que esta efeméride se repita mantendo o rigor informativo para que se não torne num trinta e um. Assim, que o PÚBLICO não seja um mero trinta e um de boca, ainda que saibamos que andam por aí trinta cães a um osso. Também não será o caso de alinhar num jornalismo estilo trinta por uma linha, menos ainda aceitar as trinta moedas de prata, a fim de que efectiva e diariamente se confirme que “A verdade é um bem público”. Até ao 31!
José P. Costa, Lisboa
Aniversário
Há 30 anos que leio o PÚBLICO, o que faz de mim um homem cada vez mais avisado. No princípio era um jornal diário que mais parecia um semanário, tal a riqueza e abundância de artigos que nos trazia nos seus suplementos diários. Era um luxo de jornal. Foi adquirindo solidez e influência até chegar ao tempo em que muitos noticiários na tv abriam com notícias em que o PÚBLICO era citado como fonte de informação. Surgiu depois o “Diga Lá Vossa Excelência” em que, em conjunto com a Rádio Renascença, propiciava na RTP2 entrevistas bastante interessantes. Um jornal que se foi afirmando e dando, a quem o lia a garantia de rigor e profissionalismo, apesar de algumas “gralhas”.
Houve muitos jornalistas que passaram por essa casa. Lembro-me de alguns. Tenho saudades desse jornalista-cronista Ricardo Garcia e o seu humor ou das tiras do Calvin & Hobbes. Dos que ainda estão, gosto particularmente dos artigos da Teresa de Sousa, de Frei Bento Domingues, das análises de Jorge Almeida Fernandes, dA Bárbara Reis e as suas desconstruções da retórica de certos políticos.
Se fosse eu o"treinador” dessa equipa, tentaria contratar o Ricardo Paes Mamede para a posição de médio-avançado em economia e pedia à Lídia Jorge para nos dar um crónica semanal, como tão bem o fez em 2019 para a Antena2.
Na esperança que possamos contar com o vosso jornal nos próximos anos, endereço a todos os que tornam possível a sua existência os meus parabéns pelo trabalho até agora realizado.
Parabéns, malta!
Pedro Carneiro, Ermesinde