Costa diz que PS não aproveitará sondagens para abrir crise política e que Portugal precisa de estabilidade

António Costa procurou deixar uma mensagem clara destinada aos parceiros à sua esquerda no Parlamento: “Connosco não haverá Bloco Central” PS/PSD. E criticou “os joguinhos políticos à esquerda e à direita”.

António Costa
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LUSA/RODRIGO ANTUNES

O secretário-geral do PS defendeu este sábado que Portugal precisa de estabilidade, criticou “joguinhos políticos” à esquerda e à direita dos socialistas e afirmou que o seu partido não aproveitará os bons resultados nas sondagens para abrir uma crise política.

António Costa falava na abertura da reunião da comissão nacional do PS, num discurso em que advertiu que “a guerra contra a pandemia da covid-19 não está ganha” e em que considerou que “este não é o momento para calculismos e tacticismos”.

Numa alusão ao que se passou ao longo das negociações do Orçamento Suplementar para 2020, o secretário-geral do PS criticou “os joguinhos políticos à esquerda e à direita” do seu partido e disse mesmo que os socialistas “não irão aproveitar as boas sondagens para abrir uma crise política”.

No plano estratégico, António Costa procurou deixar uma mensagem clara destinada aos parceiros à sua esquerda no Parlamento: “Connosco não haverá Bloco Central” PS-PSD.

Costa disse ainda que é necessário continuar a reavivar a economia sem descurar os esforços para controlar a pandemia. “Ela vai continuar a ser uma ameaça até haver vacina ou tratamento. Isso significa que todos temos de manter uma grande disciplina, continuarmos a manter muitas destas reuniões à distância, continuarmos a estar nas reunião com as máscaras, continuarmos a ter as práticas de distância física que temos que manter uns dos outros, com a consciência que sempre que isso não acontecer vão existir novos casos”, referiu o secretário-geral do PS, fazendo referência a surtos em festas, lares, empresas e bairros.

“Esta guerra não está ganha e por isso temos de batalhar para manter a pandemia sob controlo”, referiu o secretário-geral do PS.

António Costa afirmou que a pandemia pôs à vista problemas nos sectores da habitação, do emprego e dos transportes públicos. “Não é por acaso que as condições de habitabilidade são fundamentais, não é por acaso que as condições de acesso aos transportes públicos são fundamentais, não é por acaso que as condições de emprego são fundamentais. A crise deixou bem claro que não é possível vivermos numa sociedade com o grau de precariedade que se foi instalando na sociedade portuguesa”, avançou Costa, dizendo que é necessário uma resposta para esta realidade.

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