Djokovic mantém a invencibilidade diante de Bautista Agut
O sérvio, que ainda não perdeu qualquer encontro em 2020, vai decidir a final do Western & Southern Open com Milos Raonic.
Novak Djokovic continua sem conhecer a sensação da derrota este ano, mas nas meias-finais do Western & Southern Open, frente a Roberto Bautista Agut, esteve a dois pontos de perder. Só que o sprint final do líder do ranking permitiu-lhe somar a 22.ª vitória esta época e atingir a final do torneio da categoria Masters 1000, que deveria ter sido disputado em Cincinnati mas que, devido à pandemia, se mudou para o Billie Jean King, em Nova Iorque, onde, na segunda-feira, tem início o US Open.
Djokovic chegou a liderar o set decisivo por 5-2, mas tremeu e cometeu muitos dos 43 erros não forçados com que terminou o encontro. Bautista Agut (12.º no ranking mundial) efectuou uma excelente recuperação, incluindo um break em branco quando o sérvio serviu a 5-3. Enquanto Djokovic ia dando sinais de algum desconforto físico – queixando-se do estômago –, o espanhol, imperturbável, foi somando jogos e serviu a 6-5. Foi então que o líder do ranking elevou o nível de concentração e de jogo e venceu os últimos nove pontos, para fechar, ao fim de exactamente três horas, com os parciais de 4-6, 6-4 e 7-6 (7/0).
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Na final, este sábado, Djokovic encontra Milos Raonic (30.º), a quem ganhou sempre nos 10 duelos anteriores. O terceiro melhor tenista do Canadá no ranking ATP – atrás dos jovens Denis Shapovalov e Felix Auger-Aliassime – superou o grego Stefanos Tsitsipas (6.º), por 7-6 (7/5), 6-3, num encontro em que só se registou um break, que decidiu o segundo set.
Na final feminina, haverá um duelo entre duas ex-número um mundial, de gerações diferentes. Victoria Azarenka ainda não tinha vencido um encontro nos dois torneios que disputou este ano, mas somou a quinta vitória consecutiva para chegar à final, na qual vai procurar o 21.º título da carreira e primeiro desde 2016. A bielorrussa de 31 anos, e actual 59.ª no ranking WTA, somou 26 winners e acumulou apenas 12 erros não forçados para ultrapassar a ex-top 10 Johanna Konta (15.ª), por 4-6, 6-4 e 6-1, ao fim de duas horas e 19 minutos.
A outra finalista é Naomi Osaka (10.ª), de 22 anos. No primeiro torneio que disputa desde Janeiro – quando foi eliminada na terceira ronda do Open da Austrália, onde defendia o título –, a campeã do US Open de 2018 atinge a final, após derrotar a belga Elise Mertens (22.ª), por 6-2, 7-6 (7/5). A japonesa teve de recuperar de um break de desvantagem no segundo set e salvar oito break-points a 4-4.