Novak Djokovic continua imbatível em 2020
O sérvio igualou Rafael Nadal com 35 títulos Masters 1000.
Há dois anos, em Cincinnati, Novak Djokovic tornou-se no primeiro tenista a conquistar os nove torneios que compõem a categoria Masters 1000. Neste sábado, no mesmo Western & Southern Open, embora no cenário de Nova Iorque, o sérvio repetiu a proeza e conta agora com, pelo menos, dois troféus em cada um dos mais importantes eventos do ATP Tour. Pelo meio, igualou Rafael Nadal com 35 desses títulos e ao vencer Milos Raonic na final manteve a invencibilidade de Djokovic em 2020.
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O líder do ranking começou por acusar as três horas da meia-final da véspera e cedeu a Raonic o primeiro set em 30 minutos. Mas aos poucos foi encontrando o melhor ritmo, a devolver mais serviços e a contra-atacar o possante canadiano e dominou o segundo set. Na partida decisiva, Raonic (30.º do ranking) foi o primeiro a conseguiu um break, no segundo jogo, mas Djokovic respondeu com quatro jogos consecutivos. Antes de fechar, com os parciais de 1-6, 6-3 e 6-4, o sérvio ainda teve de salvar um break-point no derradeiro jogo.
Djokovic elevou para 23 o número de encontros que realizou e ganhou em 2020, enquanto Raonic somou a 11.ª derrota em outros tantos duelos com o sérvio e a quarta em finais de torneios Masters 1000.
Quanto à final feminina, não houve, já que Naomi Osaka (10.ª) anunciou a sua não comparência devido a uma lesão num adutor. Uma consequência do excesso de competição da japonesa de 22 anos após sete meses de paragem e também devido à proximidade do Open dos EUA.
O desejado troféu foi erguido por Victoria Azarenka (59.ª), que chegou a Nova Iorque sem ainda ter ganho um encontro este ano. Mas após cinco vitórias, a bielorrussa de 31 anos conquistou o seu 21.º título da carreira e primeiro desde 2016 – e o maior sucesso de uma mãe no circuito WTA desde o triunfo de Kim Clijsters no Open dos EUA de 2009.
“Trabalho muito para ganhar encontros, mas estou a gostar tanto do processo de jogar e lutar que vencer, acho, é um bónus”, disse a bicampeã do Open da Austrália (2012 e 2013) anos em que foi finalista no Open dos EUA.