Hamilton e Mercedes festejam no naufrágio da Ferrari
Numa corrida pouco emocionante e sem lutas na frente da corrida, Hamilton, Bottas e Verstappen viveram uma tarde sem sobressaltos. Na cauda do pelotão rodaram os dois Ferrari - e essa foi a grande novidade da corrida em Spa-Francorchamps.
O Grande Prémio da Bélgica de Fórmula 1, corrido neste sábado, trouxe notícias esperadas e outras nem tanto. Por um lado, Lewis Hamilton venceu com tranquilidade, a Mercedes ainda colocou Valtteri Bottas no segundo lugar e Max Verstappen surgiu logo a seguir – nada fora do habitual.
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Mais surpreendente foi o desempenho negativo dos Ferrari, que viveram um dia tão inesperado como embaraçoso. Depois da má qualificação, Leclerc e Vettel não conseguiram reverter o cenário em corrida, acabando ambos na cauda do pelotão – Leclerc chegou mesmo a rodar várias voltas na última posição.
Voltando aos Mercedes, Hamilton chegou ao quinto triunfo em sete corridas, com a vitória em Spa, e alargou para 48 pontos a vantagem na classificação de pilotos. Em segundo lugar no Mundial surge Verstappen, seguido de Bottas, que nesta corrida recuperou três pontos para o holandês.
Hamilton chegou à vitória 89 na carreira, ficando a duas do recorde de Michael Schumacher.
Corrida com poucos motivos de interesse
À partida para a corrida o grande destaque era a posição dos Ferrari. Foi a primeira vez desde 2014 que ambos os carros da marca italiana falharam a Q3, tendo Leclerc e Vettel partido na cauda do pelotão.
Após se apagarem as luzes de partida não houve qualquer problema nas primeiras curvas, ao contrário do habitual neste circuito.
A partir da curva 5 os Mercedes de Hamilton e Bottas, que partiram nas duas primeiras posições, aproveitaram a luta entre Verstappen e Ricciardo para ganharem alguma vantagem. E isso não mais foi revertido.
Mais atrás, o Ferrari de Leclerc ganhou quatro lugares na partida, mas, com o decorrer das voltas, foi perdendo posições, sendo até ultrapassado com muita facilidade nas zonas mais rápidas do circuito de Spa-Francorchamps.
Em sentido contrário esteve Gasly. Não se destacou logo na partida, mas conseguiu ter um ritmo muito forte nas primeiras voltas, subindo de 12.º até ao 8.º lugar, mesmo sendo o único piloto em pista a apostar nos pneus mais duros para a primeira parte da corrida.
À passagem da volta 7 nota para o pedido de Bottas para tentar atacar Hamilton, algo a que a Mercedes não acedeu com particular entusiasmo, esfriando os intentos do finlandês.
À volta 11, Giovinazzi e Russel envolveram-se num acidente. Carros bastante mal-tratados, pilotos incólumes. A entrada do safety-car durou algumas voltas – havia vários destroços na pista – e levou quase todos os pilotos às boxes (as excepções foram Gasly e Perez, ambos com compostos mais duros e de maior durabilidade).
Sensivelmente desde a volta 15 até ao final da corrida passou-se muito pouco. Algumas lutas no pelotão, algumas ultrapassagens de quanto em vez e pouco mais.
Na cauda, o Ferrari de Leclerc lutava para fugir a um embaraçoso último lugar (e Vettel não estava muito melhor). Na frente, Hamilton, Botas e Verstappen rodavam tranquilamente nas suas posições, sem atacarem e sem serem atacados.
E se algum motivo de nervosismo pudesse existir depois de uma travagem falhada de Lewis Hamilton, já perto do final da corrida, Valteri Bottas fez questão de repetir a “proeza” do inglês pouco depois, na mesma curva. E nada se passou na frente.