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Luís Marinho diz que fica “à espera” de processo por difamção de Rosa Mendes

08.02.2012 - 17:32 Por Lusa

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O director-geral da RTP, Luís Marinho, diz que apenas citou um jornal sobre a ida de Pedro Rosa Mendes a Angola e que fica “à espera” do processo por difamação que o jornalista anunciou ir intentar contra si.

“Eu limitei-me a citar o jornal i do dia 31 de Janeiro de 2012, um artigo da página 38, cujo título é: ‘Angola garante que Pedro Rosa Mendes pediu desculpa ao presidente em 2002’. E é o próprio Pedro Rosa Mendes que confirma ter estado em Angola nesse ano, dizendo que lhe deram o visto para ir lá, mas não foi lá para pedir desculpa”, explicou em declarações à Lusa o director-geral de Conteúdos da RTP.

“Se isto merece algum problema judicial, eu cá fico à espera, sem nenhum problema, de todos os processos que o senhor jornalista Pedro Rosa Mendes possa intentar contra mim”, acrescentou Luís Marinho.

O jornalista Pedro Rosa Mendes anunciou na comissão parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação que irá processar o director-geral de Conteúdos da RTP, Luís Marinho, por “acusações e insinuações baixas”, proferidas na terça-feira no Parlamento.

“As acusações e insinuações baixas que o dr. Luís Marinho fez aqui [comissão parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação] ontem [terça-feira] não me merecem outra resposta que não um processo por difamação e ele terá oportunidade, com certeza, de repetir em tribunal as versões que têm sido espalhadas nos últimos dias na imprensa portuguesa pelo ex-porta-voz do presidente angolano, José Eduardo dos Santos”, anunciou Pedro Rosa Mendes.

“Quem anda a semear notícias não faço ideia”, afirmou à Lusa Luís Marinho, em reposta à acusação do jornalista. “Agora que ele esteve em Angola em 2002 e que esteve no palácio, isso é o próprio que confirma. Se ele foi lá pedir desculpa ou não, eu não sei, não estava lá. Eu limitei-me a citar aquilo que o artigo do i dizia”, acrescentou.

Pedro Rosa Mendes considerou que foi “difamado” em sede de comissão parlamentar pelo director-geral da RTP, “de uma forma, absolutamente vil e, diria, cobarde”, afirmando ainda não admitir “a ninguém que questione a [sua] relação profissional, nomeadamente deontológica, precisamente com um país em que o seu Presidente e o seu fornecedor de armas colocaram [contra ele] dois processos por difamação, que perderam ao fim de sete anos”.

Luís Marinho sublinhou ainda que é o mesmo artigo do jornal i que sustenta a tese segundo a qual Rosa Mendes teria ido a Angola para evitar um processo que José Eduardo dos Santos tinha contra si. O artigo cita “o antigo porta-voz do presidente de Angola, Aldemiro da Conceição, que garante que ele esteve lá em 2002, aliás como o próprio Pedro Rosa Mendes confirma, na sequência de um processo que lhe teria sido movido pelo presidente de Angola, com um pedido de indemnização bastante pesado”, diz Marinho.

O director-geral fez questão de adiantar que já enviou uma cópia do artigo ao deputado socialista Manuel Seabra, que na sequência do desmentido de Rosa Mendes, afirmou que a totalidade das declarações de Luís Marinho estavam “inquinadas” por essa falta à verdade quando se referiu ao episódio em causa e que não deveriam ser consideradas pela comissão.

“Queria dizer que fui acusado de mentiroso por um deputado socialista no final desta audição ao Pedro Rosa Mendes, a quem já enviei a cópia deste artigo, porque as pessoas quando falam deviam estar minimamente informadas”, afirmou à Lusa Luís Marinho.

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